segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Versos de um Solitário

Está uma noite calma e escura.
A lua brilha, branca como o gesso.
Oiço o miado de um gato em fuga,
E quanto mais eu penso mais eu arrefeço.

Apesar da brisa breve,
A sua frigidez não perdoa.
Acaricia-me a pele com uma leve
Sensação, que apesar de cortante, não magoa

Pois mais que tudo o resto
Está com dor o pensamento.
E enquanto permanece o tormento
O corpo não tem direito ao manifesto.

Por isso, olho o céu negro.
Cumprimento a minha amiga estrela,
Sozinha, lá no eterno infinito…
Estou tão só como ela.

Reconforto-me com o pequeno que sou,
E que bom que sei que assim o sinto.
Mesmo que já não mude o que passou,
O amanhã é só meu!

Penso, assim, na minha morte
(Num túmulo de pedra escura),
E dou graças à minha sorte
Se houver próxima aventura.

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