quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Lua, que pareces pintada no céu
Numa tela escura de infinito,
Como um futuro que não é meu
Numa verdade que não admito.
Verdade essa que jaz,
Pois jaz, na ilusão
Que o pensamento faz
Em toda a sua confusão.
A lua vai ficando mais pequena
E menos brilhante a cada dia,
E com ela, na noite serena,
Descolora também a fantasia
Do pensar, ao sentir com a cabeça,
Do imaginar, ao prever a ciência,
Da noita da lua, até que alvoreça
Nas mentes dos que só têm consciência!

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